Comunicação

A sétima oficina do projeto Voz Ativa 2010 foi realizada no dia 14 de agosto, na Livraria Paulus, no Setor Comercial Sul, em Brasília. Com o mote “Comunicação”, a atividade teve como facilitadores: Antônio de Pádua, coordenador de comunicação da CUFA DF; Maria Lícia, do projeto REAÇÃO, e Hugo Rocha, diretor de arte e criação da CUFA DF e do SESC DF.

A comunicação é o campo de conhecimento que estuda os processos de comunicação humana. Também entendemos a comunicação como a troca de informação, que se estabelece de diferentes maneiras: duas pessoas conversando pessoalmente, mensagens enviadas por celular, Internet, a fala, a escrita, entre outras. Com o surgimento de novas tecnologias, surgiram novas alternativas para a comunicação, e, para a divulgação de trabalhos artísticos. Hoje é possível divulgar ações e trabalhos po rmeio de blogs, sites, you tube, myspace etc.

Para ilustrar a importância do tema, Antônio de Pádua falou sobre a estrutura da CUFA nacionalmente. A instituição, presente em 27 estados, formada em sua maioria por jovens, se articula em rede e utiliza como principal forma de comunicação as ferramentas disponíveis na Internet (email, MSN, gtalk, skype, twitter, facebook, Orkut). A troca de informação é o que mantém essa rede viva, por meio de redes sociais a CUFA desenvolve eventos nacionais, temáticos com características regionais, além de banco de projetos. Pádua ressaltou que é o uso dessas ferramentas de comunicação, além da vontade política da própria instituição, que permite que a CUFA se organize em nível nacional, com integração e ações conjuntas em várias bases. Segundo ele, a informação, aliada à tecnologia, é o que permite que a CUFA se fortaleça como uma organização bem estruturada.

Maria Lícia, de 17 anos, faz parte do grupo que realiza o projeto REAÇÃO, e se baseou em sua experiência prática para participar da discussão. Há quase um ano, o grupo do qual participa vem dando suporte para o grupo Parabólica, do Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho, para que os alunos possam produzir um programa de televisão. O projeto ReAção nasceu no ano de 2007, na escola CED Vale do Amanhecer, e é voltado para a área de comunicação, mais precisamente a televisão. O programa de auditório é voltado para o público jovem, e traz a cada edição temas pouco divulgados pela mídia brasileira. Maria Lícia conta que o grande objetivo do programa é mostrar às pessoas que o Vale do Amanhecer abriga pessoas de caráter, inteligência, criatividade. Maria Lícia partiu de sua própria experiência com a comunicação para mostrar aos jovens a importância do diálogo, mas também da veiculação de informações corretas. “Quem assiste ao programa recebe informação e conhecimento de forma divertida, porém séria. Queremos mostrar ao nosso público que a responsabilidade não é apenas dos adultos, mas também dos jovens, que não são apenas futuro, mas o presente”, afirmou.

Finalizando o encontro, os jovens foram divididos em três grupos: repórteres, roteiro e câmera. O grupo simulou a cobertura do evento “Oficina do projeto da CUFA DF – Voz Ativa em Brasília” com o objetivo de vivenciar o papel de um profissional da informação, levando em consideração a mensagem que seria passada para o público. Essa experiência foi fundamental para que percebessem a importância de levar em consideração o outro, aquele que recebe a informação, e a necessidade de tratar o assunto com seriedade, considerando as expectativas que o público tem em relação àquilo que vai ouvir ou ver.

Monise Louise, da Banda Mona, do Itapoã, gostou da oficina. “Gostei de ter tido uma rápida experiência com a câmera, foi importante para perceber que só há comunicação, em todos seus sentidos, quando a mensagem enviada é compreendida pelo receptor da mensagem. Acho que houve uma boa comunicação entre todos nós na oficina. Conhecer pessoas novas, com novas informações é muito rico e fico muito feliz por isso”.

Visita ao Estúdio – 7 de agosto de 2010

No dia 7 de agosto, foi realizada a primeira visita ao estúdio com os jovens do projeto Voz Ativa 2010. Próximo do fim da primeira fase do projeto, focada na formação crítica dos participantes, chega o momento de dar início à etapa seguinte, o período de gravação e produção das músicas. Por isso, os jovens foram conhecer de perto um estúdio de gravação e todos os detalhes que envolvem a produção musical, incluindo uma conversa com um profissional respeitado no meio musical.

O encontro reuniu participantes de Arapongas, Estrutural e Itapoã e teve como objetivo além de apresentar o local e sua estrutura, já que para muitos essa é primeira experiência de gravação, mostrar a importância de uma produção cuidadosa, para que o trabalho musical resulte em um material profissional, que será exibido e divulgado para o público.

O profissional competente, tanto artisticamente como tecnicamente, que será responsável pela produção da segunda coletânea Voz Ativa é o produtor, guitarrista e DJ Ariel Haller Feitosa. Além de já ter trabalhado com vários artistas da cena Hip Hop e da Black Music nacional, Ariel foi vencedor em 2008 do maior prêmio de Hip Hop da América latina, o Prêmio Hutúz, como melhor produtor musical. Entre as produções recentes se destacam: Angel Duarte, Lívia Cruz, Relato Bíblico, Lindomar 3L, Rapadura, Viela 17, além da primeira coletânea Voz Ativa.  É ele que assina a produção musical do DVD e do CD Cartão Postal Bomba¸ do rapper GOG, que conta com a participação de Lenine, Maria Rita, Gerson King Combo e Paulo Diniz.

O cantor Angel Duarte também participou do encontro e aproveitou para passar dicas para os jovens, como técnicas vocais, postura corporal, técnicas de expressão, a fim de colaborar com o crescimento profissional dos participantes.

Para Renata Neves, coordenadora de produção da CUFA DF, “é animador perceber a empolgação dos jovens com a oportunidade de aprender com um profissional. Ariel procurou transmitir sua experiência com diversos estilos para mostrar a importância de uma produção musical bem trabalhada, a fim de que as boas músicas desses jovens talentos se tornem ainda melhores”.

O próximo encontro acontece no sábado, dia 14 de agosto, com o mote “Comunicação”, que explicará aos jovens a importância dessa área do conhecimento na divulgação do trabalho para o público, mas, também, como ela afeta a relação do artista com a comunidade em que vive.

Cooperação

No dia 31 de julho de 2010 foi realizada, na Livraria Paulus, no Setor Comercial Sul, a sexta oficina do projeto Voz Ativa 2010. Com o tema “Cooperação”, o encontro teve como facilitador Wander “Pavão” Martins Borges Filho.

Natural de Porto Velho, Rondônia, Pavão é formado em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília e trabalha como bibliotecário escolar. É mestre de cerimônia (MC) e diretor executivo do coletivo de Hip Hop Aquilombando, com foco na valorização da cultura negra, onde ministra palestras, oficinas, apresentações musicais e cursos de formação política para lideranças jovens. É locutor no programa de rap nacional Ação Periferia, produzido pela CUFA em parceira com a Empresa Brasil de Comunicação, e ainda poeta, desenhista, capoeirista, músico, arte-educador, comunicador e militante social.

A oficina teve início às 9h30, com uma dinâmica de apresentação conduzida por Pavão. Em roda no centro da sala, todos os participantes de mãos dadas se apresentaram, dizendo nome, idade, cidade e uma personalidade que admiravam. Em seguida foi feita uma breve apresentação sobre o tema “Cooperação” e a leitura do texto o “Tecelão Sociável”.

Na sequência foi realizada a dinâmica da “Dança Cooperativa”, onde cada participante dançava com outro parceiro até que fosse dado o sinal para que trocassem de par. O objetivo da dinâmica era proporcionar a vivência prática da dificuldade de se relacionar a dois, onde pessoas com alturas, ritmos, costumes e posturas diferentes deveriam encontrar um equilíbrio para conseguir dançar em harmonia.

Foram lidos textos sobre a “Cultura da Cooperação” e como esse tipo de educação deve ser passado adiante para as novas gerações. Para movimentar os participantes ainda mais, foi realizada a dinâmica dos “Globos Cooperativos”, onde o objetivo era proporcionar a experiência de cooperar com um número maior de pessoas. O exercício consistia em uma dupla de participantes que, com um balão na cabeça e outro na barriga, deveria se equilibrar para passar esses balões para próxima dupla sem utilizar as mãos. Segundo os participantes, a brincadeira evidenciou a dificuldade de colaborar com um número maior de pessoas.

Em seguida foi realizada a leitura do texto a “Cultura da Cooperação” e a última dinâmica, a “Ponte Imaginária”. Esse jogo requeria que os participantes ficassem em cima de uma ponte imaginária de apenas trinta centímetros de largura. O objetivo era fazer com que os participantes se organizassem segundo as demandas pedidas pelo facilitador da oficina, sem exceder o espaço da ponte.

 

A experiência demonstrou como o diálogo e a boa comunicação são essenciais para que um grupo consiga trabalhar em equipe e alcançar seus objetivos.

   

Após um breve intervalo, foi lido trecho do texto sobre a inclinação humana para a cooperação e como o respeito é premissa fundamental para que haja cooperação.  Foi exibido o mini-documentário “Aquilombando” e o making of do vídeo clipe “Haiti”, mostrando que ambas as produções foram inteiramente realizadas com parcerias e colaborações mútuas. Os dois vídeos ressaltaram a necessidade da cooperação comunitária e artística entre estilos e áreas do conhecimento para o alcance de objetivos comuns.

Ao final da oficina foi realizada uma mesa redonda onde todos os participantes puderam comentar suas impressões a respeito do tema, de suas vivências e sobre o que foi experimentado durante as dinâmicas.

A oficina de Cooperação intercalou dinâmica e leituras e movimentou os participantes da segunda edição do projeto. Para Shirley de Fátima, da cidade de Arapoangas, “Pavão é o retrato da educação que deveria estar acontecendo nas salas de aula do mundo todo, com a didática do lúdico, a metodologia, as técnicas, o procedimento didático, tudo perfeito”.

Como uma favela ama?

“Então por um momento os dois se apagaram na doce escuridão tão profunda que eles eram mais escuros que a escuridão, por uns instantes ambos eram mais escuros que as negras árvores, e depois tão escuro que, quando ela tentou erguer os olhos até ele, só pôde ver as ondas selvagens do universo acima dos ombros dele, e então ela disse: “Sim, acho que eu te amo”.

Este foi um dos textos trabalhados na 5ª oficina do Projeto Voz Ativa realizada no dia 24 de julho de 2010 em Itapoã. O tema deste encontro foi “Como uma favela ama?” e como metodologia foram aplicados para leitura e reflexão três textos do livro “De amor e amizade, Crônica para jovens” de Clarisse Lispector. Antes da leitura dos textos o facilitador Everardo Aguiar perguntou aos participantes  o que caracteriza amar.

Facilitador da 5ª Oficina - Everardo Aguiar

Como resposta às perguntas concluiu-se que amar é: Doar, respeitar, cuidar, dar atenção, gostar, brigar, relacionar, verdade, compartilhar, suportar, aceitar, importar com o próximo, perdoar e ser solidário. Cada resposta foi analisada por todos os participantes em conjunto. Para todas as respostas eram citados exemplos de amar e a história de maior repercussão entre o diálogo foi a forma com que o pássaro João de Barro se comporta em relação a sua fêmea. O macho da espécie constrói sozinho a casa para abrigo do casal, porém se a fêmea trai o macho, ele a prende dentro da casa.

Diálogo entre os participantes do projeto

Veja os comentários:

“Cuidado é diferente de doar. Temos que tomar “cuidado” para que não exija que as pessoas estejam dentro do padrão estabelecido por nós”

“Todas as palavras que dissemos que significa amor estão relacionada a questão da condição. O amor é incondicional”

“Um bom momento para analisarmos o cuidado é este que estamos vivendo: Eleições. Os candidatos cuidam momentâneamente e quando conseguem o que quer, abandonam”

“A briga tem um papel importante na relação do amor. A briga acontece porque somos diferentes, mas é nesta hora que devemos usar o critério da verdade”

“Mesmo as pessoas que você ama em algum momento você vai ferir, mas com cuidado para não ser cruel”

“A dimensão da sua tolerância influi no amor”

“Quem não se curva diante do próximo demonstra prepotência”

“Se curvar diante do outro simboliza humildade”

Ao final da conversa os participantes chegaram a conclusão que o amor deve ser pensado em dimensão universal. Eles como músicos, quando explorarem o tema amor em suas composições devem sempre pensar na amplitude do que é o amor.

Concluíram ainda que a favela ama assim como o restante da sociedade, com respeito, cuidado, solidariedade, verdade e doação.

O projeto Voz Ativa pergunta: Como você ama?

Voz Ativa recomenda:

Clarisse Lispector – De amor e amizade – Crônica para jovens.

Arapoangas abraça a paz

Dia 17 de juho foi realizada em Arapoangas, cidade localizada em Planaltina,  caminhada em prol da paz. Com o slogan “ARAPOANGAS ABRAÇA A PAZ ” , o objetivo do evento foi mobilizar a sociedade para garantir o direito de Arapoangas a segurança pública.

O percurso foi cumprido em silêncio e teve a participação especial do grupo de teatro local. Após a conclusão do trajeto, brincadeiras para as crianças, cama elástica, capoeira, picolés, além da apresentação de grupos locais.

Durante a ação foi lançado oficialmente na cidade do Arapongas o projeto Voz Ativa 2010.

A ação foi realizada em parceria com a ONG Ação Esperança, os Agentes Comunitários de Saúde, ACIARA, Central Única das Favelas do Distrito Federal e teve o apoio dos comerciantes locais e do SuperMaia.

É legal ser legal!

A quarta oficina do projeto Voz Ativa 2010, realizada no dia 3 de julho, no Museu Nacional, com o mote “É legal ser legal”, teve como facilitador o rapper GOG.

Esta quarta oficina abordou a dimensão do que é ser legal em uma sociedade que sempre está mudando. Ou seja, os Direitos Humanos em evolução, os deveres como exercício de cidadania. O mote “É legal ser legal” desenvolve nossas responsabilidades cotidianas nos espaços de convivência, como a família, a rua, a escola, o trabalho etc.

Os Direitos Humanos vão além de uma doutrina jurídica, são atitudes e valores praticados e que reconhecem a importância do outro, dos animais e do meio ambiente para o equilíbrio econômico, político, ambiental e espiritual.

É nesse contexto que o rapper GOG foi convidado a conversar com os jovens do Voz Ativa. Há 25 anos no cenário hip hop nacional, GOG é conhecido como o poeta do rap brasileiro, por suas letras diferenciadas. Além de ser uma referência como artista, o rapper é reconhecido por seu engajamento em questões sociais, sendo atualmente conselheiro do Ministério da Cultura.

No diálogo com os participantes, GOG falou sobre a importância da auto-estima, partindo de sua própria trajetória para exemplificar para os jovens o quanto é importante se valorizar e se profissionalizar, procurando melhorar a própria condição. “Somos o que acreditamos que somos. Eu, por exemplo, faço música com o pé na realidade, e procuro me comunicar com todos, buscando parcerias”, disse o rapper.

Questionado por um dos jovens, GOG usou como exemplo sua música sobre a Ponte JK, onde, em parceria com o compositor e cantor Lenine, aborda a polêmica sobre os altos custos da obra em contraste com a pobreza das periferias do Distrito Federal. Essa parceria através da sua música aproximou-o também da intérprete da música popular Maria Rita.

É nesse processo de questionar a realidade em que vivemos e nosso papel como agentes transformadores que pessoas como o rapper GOG têm conquistado reconhecimento social. Foi esse o exemplo que o rapper procurou transmitir para os jovens do Voz Ativa: a importância de se valorizar e de valorizar o outro: é esse comportamento que trará mudanças e, conseqüentemente, benefícios para a sociedade.

Religar os Laços Rompidos

No último sábado, 26 de junho, foi realizada no Museu Nacional a terceira oficina do Voz Ativa 2010, com o tema “Religar Os Laços Rompidos”.

A oficina dialoga com os Direitos Humanos, dentro do conceito de ampliação do conhecimento dos jovens por meio de motes que aproximam a discussão da vida cotidiana.

Ao iniciar as atividades, Everardo Aguiar, coordenador do projeto, relembrou a primeira oficina de 2010, que teve como mote “Quem Faz o Caminho?”. Esse primeiro encontro abordou a idéia de que o caminho de cada indivíduo é percorrido em companhia de várias pessoas, em diferentes momentos da nossa vida, em variados ambientes, e nós nunca o trilhamos sozinho. A caminhada é coletiva, com responsabilidades compartilhadas com outras pessoas.

Em seguida lembrou a segunda oficina, que teve como mote “Eu Canto A Minha Morada!”. Essa atividade foi focada no indivíduo, tendo em vista o fato de que o sujeito só fala do que conhece, do que é capaz de perceber, e que canta sua realidade de acordo com seu o olhar sobre a realidade. O indivíduo canta o exterior e o futuro, como se não fizesse parte da localidade e do presente.

Já “Religar Os Laços Rompidos”, dialoga com o processo de conhecimento, do aprendizado, com a vontade ou capacidade de reconhecer o outro, de questionar o nosso ego; também discute Direitos Humanos, a partir do reconhecimento da diversidade religiosa, de não ter preconceito em relação à cor de pele, beleza, local de moradia, classe social, formação acadêmica, etc.

É a partir do conhecimento que o indivíduo pode e deve conquistar seus sonhos, é fundamental saber reconhecer que aquilo que foi apreendido e vivido é na verdade fruto do desenvolvimento sistêmico (econômico, social, político, ambiental, espiritual). A partir disso, é possível ter um olhar generoso para a sua localidade. Dessa maneira se dialoga cotidianamente com os Direitos Humanos, a partir da solidariedade e exercitando a cidadania através da cooperação.­­­­­­­­­­

No último sábado, 26 de junho, foi realizada no Museu Nacional a terceira oficina do Voz Ativa 2010, com o tema “Religar Os Laços Rompidos”.

A oficina dialoga com os Direitos Humanos, dentro do conceito de ampliação do conhecimento dos jovens por meio de motes que aproximam a discussão da vida cotidiana.

Ao iniciar as atividades, Everardo Aguiar, coordenador do projeto, relembrou a primeira oficina de 2010, que teve como mote “Quem Faz o Caminho?”. Esse primeiro encontro abordou a idéia de que o caminho de cada indivíduo é percorrido em companhia de várias pessoas, em diferentes momentos da nossa vida, em variados ambientes, e nós nunca o trilhamos sozinho. A caminhada é coletiva, com responsabilidades compartilhadas com outras pessoas.

Em seguida lembrou a segunda oficina, que teve como mote “Eu Canto A Minha Morada!”. Essa atividade foi focada no indivíduo, tendo em vista o fato de que o sujeito só fala do que conhece, do que é capaz de perceber, e que canta sua realidade de acordo com seu o olhar sobre a realidade. O indivíduo canta o exterior e o futuro, como se não fizesse parte da localidade e do presente.

Já “Religar Os Laços Rompidos”, dialoga com o processo de conhecimento, do aprendizado, com a vontade ou capacidade de reconhecer o outro, de questionar o nosso ego; também discute Direitos Humanos, a partir do reconhecimento da diversidade religiosa, de não ter preconceito em relação à cor de pele, beleza, local de moradia, classe social, formação acadêmica, etc.

É a partir do conhecimento que o indivíduo pode e deve conquistar seus sonhos, é fundamental saber reconhecer que aquilo que foi apreendido e vivido é na verdade fruto do desenvolvimento sistêmico (econômico, social, político, ambiental, espiritual). A partir disso, é possível ter um olhar generoso para a sua localidade. Dessa maneira se dialoga cotidianamente com os Direitos Humanos, a partir da solidariedade e exercitando a cidadania através da cooperação.­­­­­­­­­­

Eu canto a minha morada

No último sábado, 5 de junho, foi realizada no Museu Nacional a segunda oficina do projeto VOZ ATIVA com o mote: EU CANTO A MINHA MORADA. O diálogo tem como objetivo fazer com que os participantes reflitam sobre a sua relação com a cidade que moram. Nas primeiras colocações observamos que eles identificam a cidade quase que exclusivamente pelo ponto de vista da infra-estrutura e, esquecem que quem faz as cidades são as pessoas, o importante aqui é perceber que precisamos reconhecer e valorizar a super estrutura.

As primeiras palavras foram: cidade, rua, casa, asfalto, comunidade e etc. Depois os jovens passaram para um outro conjunto de palavras: violência, gangues de rua, união e, em seguida eles conseguem ir além e chegam a identificação de afetividade, religião, famílias e etc. Ou seja, é como se estivéssemos tirando algo de um baú, as primeiras peças têm pouca importância, as peças do meio têm importância relativa e, as peças do fundo são as peças essenciais.

Este mote dialoga com os direitos humanos a partir da sua localidade, de como as pessoas interagem com o território (espaço físico) e como tem dificuldades de dialogar com os espaços públicos, já que não reconhecem e nem valorizam as pessoas e os sentimentos como essenciais para criativamente dialogarem com seu cotidiano.

Este deve ser um exercício diário DIALOGAR com a religiosidade, a afetividade, a família, a união e etc. Ou seja, dialogar com o invisível.      

Brasília, DF, 06 de junho de 2010

Everardo de Aguiar Lopes

Coordenador do projeto VOZ ATIVA – 2010

O caminho do bem comum


Quem faz o caminho? Foi esse o tema da primeira oficina de conteúdo do Voz Ativa 2010, no último sábado, 29 de maio. Ao serem questionados os participantes responderam: “Nós, eu, Deus, perseverança, força de vontade, obstáculos, com os amigos, sem vizinho, com vizinho, família e etc.”.

Segundo Everardo Aguiar, coordenador do projeto “A primeira oficina é onde os participantes ultrapassam o contato físico, passam a trocar informações, histórias de vida, elementos comuns e diferenças”.

Durante a oficina os jovens foram divididos em quatro grupos, misturando os participantes por cidades e gênero musical: coral com rap e pop, rap com gospel, rap e pop, rock, rap e gospel. Como resultado desse trabalho, cada grupo desenvolveu letra e música sobre o tema Caminho. “Nesse caso, o objetivo principal não é produzir a música, e sim a interação entre os grupos, eles se misturarem, ouvir um ao outro, reconhecer que eles podem e devem se respeitar e trabalhar em conjunto. Ao final das oito oficinas, eles observarão a evolução nas letras e a maior facilidade em trabalhar em grupo”, completa Everardo.

Shirley de Fátima, do Arapongas conta que “não esperava que o entrosamento fosse acontecer de maneira tão fácil, tão natural. Até esse primeira oficina o grupo de maneira geral estava muito fechado, restrito, com medo de falar, hoje a gente se soltou, rolou uma troca de experiências, uma troca, uma mistura, cantamos, ficamos muito a vontade”.

Relacionar esse mote “Quem faz o Caminho” aos Direitos Humanos é transmitir de forma clara o respeito às diferenças. Afinal, a prática do diálogo é fundamental para que os participantes do projeto VOZ ATIVA 2010 possam estimular e fortalecer as redes sociais locais.

A próxima oficina acontece no dia 5 de junho, aqui você acompanha todas as informações sobre o Voz Ativa 2010.

Oficinas Voz Ativa 2010

As oficinas do Projeto Voz Ativa serão realizadas no Museu Nacional e trabalharão os direitos humanos com base em diálogos do cotidiano. O objetivo é sempre aproximar o assunto da realidade do jovem.

Serão trabalhados os seguintes motes:
– Quem faz o caminho?
– Eu canto a minha morada!
– Religar os laços rompidos
– É legal ser legal!
– Como ama uma favela?
– Comunicação
– Cooperação
– Eu ligo a rede social local