Vozes Ativas

No dia 30 de abril, no Centro Cultural CUFA DF, foi realizado o show de pré-lançamento da revista SMD do projeto Voz Ativa 2011. As apresentações encerram um ciclo de 12 meses de oficinas, seminários e palestras que fizeram parte do processo de formação dos nove grupos que participaram do projeto.


No repertório apenas musicas inéditas, que foram compostas durante oficinas, que abordaram temas que agregaram valores e informações para orientar uma nova visão de realidade por parte desses jovens.


O Voz Ativa contou com a parceria da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica SDH/PR e teve como objetivo a criação de uma rede de Defesa dos Direitos Humanos, por meio da formação de jovens das cidades de Itapoã, Estrutural e Arapoangas.



CONVITE SHOW VOZ ATIVA II

CONVITE   Você é nosso CONVIDADO para juntar-se às vozes ativas no “Show de lançamento” da coletânea do projeto VOZ ATIVA-II no dia 30/04, na praça do cidadão em Ceilândia Norte, a partir das 17 hs.

CUFA-DF RUMO A 2011

A Central Única das Favelas – CUFA desde a sua criação atua nas esferas políticas, sociais e principalmente culturais. Desenvolve há 11 anos diversos eventos e atividades que buscam garantir direitos e oportunidades para parcela da população que ainda se encontra vulnerável e invisível perante a sociedade, tudo isso, devido a sua capilaridade de estar presente em diferentes Estados e mais o Distrito Federal.

No Distrito Federal, a CUFA caminha para o seu 5º ano de atividades. Durante quatro anos possibilitou à população local capacitação profissional, acesso a cultura e esporte, elevação da auto-estima da periferia, entre outras oportunidades, por meio de projetos e eventos sócio-culturais, esportivos e educacionais.

Estes foram:

Liga Internacional de Basquete de Rua;

Festival da cultura urbana Elemento em Movimento;

Projeto de protagonismo juvenil Voz Ativa;

Campeonato de Skate DFSTREET;

Campeonato de Break BRADAN;

Festival de novos talentos Rap Popular Brasileiro;

Maratona esportiva Viradão Esportivo;

Mostra de Vídeos Cine Periferia Criativa;

Primeiro programa rádio de Rap Brasileiro em rede nacional Ação Periferia.

Cada projeto e atividade realizada conseguiu reunir música, entretenimento, cultura e informação, esporte, educação, perspectiva, integração, tendo como foco as periferias brasilienses. Além disso, buscou ressignificar os espaços na intenção de desconstruir o estigma das periferias locais e atingiu aproximadamente 80 mil pessoas, sendo eles: beneficiários, apoiadores, patrocinadores, visitantes, voluntários, acadêmicos, admiradores e etc.

Em 2010, a CUFA DF esteve presente em grandes acontecimentos do cenário político e cultural de Brasília apoiando e participando de ações contra a corrupção, a favor da paz e dos direitos humanos, da cultura negra e das periferias em evidência. Por meio de festivais e campeonatos revelou talentos e foi também um espaço de construção de redes sociais entre as regiões de Arapoangas, Cidade Estrutural e Itapoã.

Revolucionou o Distrito Federal com o segmento hip hop, pois com o veículo de comunicação Ação Periferia abriu lugar para aquilo que foi importante durante o ano e mereceu divulgação, foi espaço de discussão, inspirou atitudes positivas que possam mudar o quadro social e por fim, um espaço de Interação entre a periferia e o restante da sociedade.

Para o ano de 2011 a CUFA DF pretende continuar a cumprir sua missão para com a sociedade. Mantendo os mesmos projetos e ações que fizeram sucesso em 2010 e trabalhando para que novos projetos aconteçam em 2011, como o mais recente projeto: Jovem de Expressão:

Jovens de Ceilândia serão atendidos pela 1° parceria do UNODC, CAIXA SEGUROS E CUFA-DF

A Central Única das Favelas do Distrito Federal (CUFA-DF), vence edital para o programa do grupo CAIXA SEGUROS e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), para gerir o programa – Jovem de Expressão – em Ceilândia.

O programa é um investimento social que busca promover a saúde de jovens entre 18 e 29 anos, por meio da redução da mortalidade por causas violentas. De cada 100 mil jovens brasileiros entre 15 e 24 anos de idade, 43 morrem vítimas de acidentes, crimes ou suicídio provocado por arma de fogo. Os dados são da pesquisa “Mapa da Violência”, realizada em 65 países pela Organização dos Estados Ibero-americanos.

O projeto será de três anos e para o primeiro ano serão disponibilizadas as oficinas de: basquete de rua, dança e audiovisual. A Central pretende envolver os jovens oficineiros no seu calendário de eventos. “Pensamos as oficinas de acordo com as nossas tecnologias sociais: basquete de rua, audiovisual e a dança. Temos para cada oficina um evento que deverá escoar a produção do conteúdo das aulas e recursos humanos para produção. Os eventos são: Cine Periferia Criativa, Liga Internacional de Basquete de Rua (LIIBRA), BRADAN – campeonato de break – Brasil Break Dance e o programa de rádio Ação Periferia”, diz Max Maciel, coordenador geral da CUFA-DF.

Conheçam melhor o projeto:

O programa Jovem de Expressão foi criado em 2007 pelo Grupo CAIXA SEGUROS, que elegeu o jovem como público prioritário de seus projetos de investimento social privado. “Acreditamos que, se devidamente assistidos e apoiados em seu processo de formação, os jovens têm potencial para contribuir ativamente para o crescimento do Brasil”, explica o presidente da empresa, Thierry Claudon.

O convênio estipula que a seguradora investirá US$ 1.227.180 no Jovem de Expressão até 2012. Já o UNODC fará a gestão do programa, introduzindo temas de prevenção ao uso de drogas e acesso à Justiça, fomentando intercâmbios da metodologia. O objetivo final é transformar o modelo de intervenção adotado em uma política pública.

Durante os dois primeiros anos do projeto (2007 a 2009), o “Jovem de Expressão” atendeu mais de 300 jovens de comunidades vulneráveis do Distrito Federal. O impacto social do programa foi comprovado, em 2009, por uma pesquisa de avaliação científica que verificou os conhecimentos, as atitudes e as práticas dos jovens participantes do projeto em dois momentos: antes de ingressarem nas oficinas e depois de um ano de participação.

O estudo revelou que, após esse período, esses jovens passaram a adotar comportamentos mais seguros, reagindo menos a provocações e adotando uma postura cada vez mais empreendedora – o que os tornou menos vulneráveis à violência.

Arapoangas é palco do seminário “Diálogos do Cotidiano nos Territórios de Paz”

No dia 23 de outubro foi realizado em Arapoangas, na sede da Saber, o segundo Seminário “Diálogos do Cotidiano nos Territórios de Paz”.

Idealizado pela Central Única das Favelas, o evento foi organizado e preparado pelos jovens da cidade, participantes do projeto Voz Ativa 2010.

Com foco nas ações positivas desenvolvidas na cidade, o evento reuniu aproximadamente 70 pessoas. Dentre elas, representantes de organizações civis, parceiros institucionais do projeto, pessoas da comunidade local, além dos participantes do projeto.

A metodologia utilizada foi a mesma adotada no seminário realizado em Itapoã. Consiste na divisão de cinco grupos, a escolha de um relator, e a descrição do que os participantes entendiam sobre cada tema, sendo eles: saúde, educação, assistência social, cultura, segurança pública e prevenção à violência, e ainda de que forma essa prática dialogava com os outros setores e quais as iniciativas devem ser valorizadas no território.

O seminário “Diálogos do Cotidiano dos Territórios de Paz” também será realizado na Cidade Estrutural, no dia 06 de novembro.  A conclusão da etapa de produção dos seminários finda a 2ª fase do projeto. A 3ª fase já está em andamento que é a gravação de um cd de áudio com 10 faixas.

Confira as fotos do seminário pelo link: http://www.cufadf.org/eventos/index.php?album=Voz+Ativa%2F2010%2FSemin%E1rio+Arapoangas+-+23+de+outubro

6 de Novembro – Seminário Estrutural

23 de outubro seminário em Arapoangas

Diálogos do Cotidiano no Itapoã

No dia 25 de setembro foi realizado no Itapoã, o primeiro Seminário “Diálogos do Cotidiano nos Territórios de Paz”. Idealizado pela Central Única das Favelas, o evento foi organizado e preparado pelos jovens da cidade, participantes do projeto Voz Ativa 2010.

A iniciativa tem como objetivo unir a comunidade, representantes de governo, ONGs e a rede de proteção para discutir temas como saúde, educação, assistência social, cultura, segurança pública e prevenção à violência.

Com foco nas ações positivas desenvolvidas na cidade, o evento reuniu aproximadamente 60 pessoas. Estiveram presentes representantes das entidades do terceiro setor, Ação Esperança, Saber, Conselho Comunitário de Segurança Pública.  Além de importantes parceiros institucionais, como a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH); Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), Centro de Referência de Assistência Social e integrantes do projeto Mulheres da Paz e jovens do Protejo.
Marcia Ustra, coordenadora nacional do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, da SEDH, ressaltou a importância de ações como essa para a efetivação de novas práticas que busquem reduzir a letalidade entre os jovens e superar as barreiras do diálogo nas comunidades.

Divididos em cinco grupos, após nomear um relator, os participantes descreveram o que entendiam sobre cada ação; de que forma essa pratica dialogava com os outros setores e quais as iniciativas deveriam ser valorizadas no território.
Para Max Maciel, coordenador da CUFA DF, o seminário cria uma ligação entre as melhores ações locais e promove uma rede de prevenção à violência. “O Diálogos do Cotidiano parte das potencialidades locais, ou seja, valoriza as experiências positivas que toda cidade possui”.

O seminário “Diálogos do Cotidiano dos Territórios de Paz” também será realizado em Arapoangas, no dia 26 de outubro, e na cidade Estrutural, em 6 de novembro.

 

 

 

Seminário “Diálogos do Cotidiano” no Itapoã – 25 de setembro a partir das 14h

Eu ligo a rede social

 

No dia 28 de agosto de 2010, foi realizada no Parque da Cidade, em Brasília, a última oficina de conteúdo do projeto Voz Ativa 2010. Com o mote “Eu ligo a rede social”, o encontro teve como objetivo ressaltar o papel de cada indivíduo em uma rede, além de relembrar temas discutidos nas oficinas anteriores.

Para falar sobre o tema, o encontro contou com a presença de Everardo Aguiar, coordenador do Voz Ativa; Max Maciel, coordenador da CUFA DF; Patricia Rachel, da ONG S.O.S Cidadania; João Paulo, Marcel de Carmo e Luiz Carlos, da RISOS; Wander Martins (Pavão), do coletivo Aquilombando, e Ludmila Suaid (TJDFT), da Rede Social da Ceilândia.

Uma rede social é composta por pessoas ou organizações que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é a sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes.

Everardo Aguiar abriu este último encontro relembrando cada um dos motes discutidos nas oficinas anteriores, salientando que todos eles convergiam para esta última temática, relacionada à rede social. Everardo argumentou que o entendimento de que o indivíduo está sempre inserido em uma coletividade é fundamental para ações práticas, conscientes, críticas e cidadãs, e que, sem essa concepção de ação social coletiva que envolve a rede social, o artista vive isolado, sozinho, e não difunde sua mensagem, seu produto, sua arte de modo significativo, com grande alcance.

As redes sociais ganharam forças, e hoje operam em diversos espaços, na comunidade, no trabalho, em um grupo musical, além de espaços virtuais de relacionamentos (como facebook, orkut, myspace, twitter); no entanto, estes são instrumentos de comunicação: sozinhos, eles não geram mudança nem conscientização. É preciso, portanto, saber aliar o uso dessas ferramentas à informação. O indivíduo hoje tem acesso a inúmeros instrumentos que possibilitam a mobilização social, aglutinando pares e parceiros em torno de objetivos comuns.

Max Maciel lembrou que, no âmbito da música, estabelecer uma rede de parcerias e contatos é fundamental para a visibilidade do artista. Sem esse tipo de relação, o artista não consegue ir além e mostrar seu trabalho ou veicular sua mensagem. Max exemplificou com a primeira edição do projeto Voz Ativa, que divulgou para todo o Brasil os novos nomes do rap do Distrito Federal, jovens de talento que não encontravam meios para mostrar seu trabalho. O Coordenador da CUFA-DF ainda reforçou que as redes sociais em bairros ou cidades potencializam o valor do indivíduo, pois a formação de uma rede torna mais fácil alcançar um objetivo, na medida em que fortalece todas as ações.

Um ponto em comum entre os diversos tipos de rede social é a troca de informações, de conhecimentos, interesses e esforços em busca de objetivos comuns. A formação de  redes sociais, nesse sentido, reflete o fortalecimento da Sociedade Civil, em um contexto de maior participação democrática e mobilização social.

Segundo Everardo, a rede privilegia a democracia, interage e coopera. “Na era das conexões em tempo real, é o diálogo a dimensão fundamental para a ampliação e garantia dos Direitos Humanos. Eu ligo a rede social, eu sou responsável pelo diálogo na minha comunidade”, afirmou.

Shirley de Fátima, do Arapoangas, conta que a oficina foi maravilhosa, que o melhor espaço, o Parque da Cidade, foi guardado para o final. “O encontro é importante para agregar laços, espero que nossa rede social consiga fazer essas articulações com todos os presentes. Parabéns a todos os organizadores, participantes e curiosos que nos acompanharam e que ainda nos acompanharão por todo esse período onde finalizaremos com chave de ouro o projeto Voz Ativa ligando a rede social do DF em um único processo de união”.

Comunicação

A sétima oficina do projeto Voz Ativa 2010 foi realizada no dia 14 de agosto, na Livraria Paulus, no Setor Comercial Sul, em Brasília. Com o mote “Comunicação”, a atividade teve como facilitadores: Antônio de Pádua, coordenador de comunicação da CUFA DF; Maria Lícia, do projeto REAÇÃO, e Hugo Rocha, diretor de arte e criação da CUFA DF e do SESC DF.

A comunicação é o campo de conhecimento que estuda os processos de comunicação humana. Também entendemos a comunicação como a troca de informação, que se estabelece de diferentes maneiras: duas pessoas conversando pessoalmente, mensagens enviadas por celular, Internet, a fala, a escrita, entre outras. Com o surgimento de novas tecnologias, surgiram novas alternativas para a comunicação, e, para a divulgação de trabalhos artísticos. Hoje é possível divulgar ações e trabalhos po rmeio de blogs, sites, you tube, myspace etc.

Para ilustrar a importância do tema, Antônio de Pádua falou sobre a estrutura da CUFA nacionalmente. A instituição, presente em 27 estados, formada em sua maioria por jovens, se articula em rede e utiliza como principal forma de comunicação as ferramentas disponíveis na Internet (email, MSN, gtalk, skype, twitter, facebook, Orkut). A troca de informação é o que mantém essa rede viva, por meio de redes sociais a CUFA desenvolve eventos nacionais, temáticos com características regionais, além de banco de projetos. Pádua ressaltou que é o uso dessas ferramentas de comunicação, além da vontade política da própria instituição, que permite que a CUFA se organize em nível nacional, com integração e ações conjuntas em várias bases. Segundo ele, a informação, aliada à tecnologia, é o que permite que a CUFA se fortaleça como uma organização bem estruturada.

Maria Lícia, de 17 anos, faz parte do grupo que realiza o projeto REAÇÃO, e se baseou em sua experiência prática para participar da discussão. Há quase um ano, o grupo do qual participa vem dando suporte para o grupo Parabólica, do Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho, para que os alunos possam produzir um programa de televisão. O projeto ReAção nasceu no ano de 2007, na escola CED Vale do Amanhecer, e é voltado para a área de comunicação, mais precisamente a televisão. O programa de auditório é voltado para o público jovem, e traz a cada edição temas pouco divulgados pela mídia brasileira. Maria Lícia conta que o grande objetivo do programa é mostrar às pessoas que o Vale do Amanhecer abriga pessoas de caráter, inteligência, criatividade. Maria Lícia partiu de sua própria experiência com a comunicação para mostrar aos jovens a importância do diálogo, mas também da veiculação de informações corretas. “Quem assiste ao programa recebe informação e conhecimento de forma divertida, porém séria. Queremos mostrar ao nosso público que a responsabilidade não é apenas dos adultos, mas também dos jovens, que não são apenas futuro, mas o presente”, afirmou.

Finalizando o encontro, os jovens foram divididos em três grupos: repórteres, roteiro e câmera. O grupo simulou a cobertura do evento “Oficina do projeto da CUFA DF – Voz Ativa em Brasília” com o objetivo de vivenciar o papel de um profissional da informação, levando em consideração a mensagem que seria passada para o público. Essa experiência foi fundamental para que percebessem a importância de levar em consideração o outro, aquele que recebe a informação, e a necessidade de tratar o assunto com seriedade, considerando as expectativas que o público tem em relação àquilo que vai ouvir ou ver.

Monise Louise, da Banda Mona, do Itapoã, gostou da oficina. “Gostei de ter tido uma rápida experiência com a câmera, foi importante para perceber que só há comunicação, em todos seus sentidos, quando a mensagem enviada é compreendida pelo receptor da mensagem. Acho que houve uma boa comunicação entre todos nós na oficina. Conhecer pessoas novas, com novas informações é muito rico e fico muito feliz por isso”.