A Central Única das Favelas – CUFA desde a sua criação atua nas esferas políticas, sociais e principalmente culturais. Desenvolve há 11 anos diversos eventos e atividades que buscam garantir direitos e oportunidades para parcela da população que ainda se encontra vulnerável e invisível perante a sociedade, tudo isso, devido a sua capilaridade de estar presente em diferentes Estados e mais o Distrito Federal.
No Distrito Federal, a CUFA caminha para o seu 5º ano de atividades. Durante quatro anos possibilitou à população local capacitação profissional, acesso a cultura e esporte, elevação da auto-estima da periferia, entre outras oportunidades, por meio de projetos e eventos sócio-culturais, esportivos e educacionais.
Estes foram:
Liga Internacional de Basquete de Rua;
Festival da cultura urbana Elemento em Movimento;
Projeto de protagonismo juvenil Voz Ativa;
Campeonato de Skate DFSTREET;
Campeonato de Break BRADAN;
Festival de novos talentos Rap Popular Brasileiro;
Maratona esportiva Viradão Esportivo;
Mostra de Vídeos Cine Periferia Criativa;
Primeiro programa rádio de Rap Brasileiro em rede nacional Ação Periferia.
Cada projeto e atividade realizada conseguiu reunir música, entretenimento, cultura e informação, esporte, educação, perspectiva, integração, tendo como foco as periferias brasilienses. Além disso, buscou ressignificar os espaços na intenção de desconstruir o estigma das periferias locais e atingiu aproximadamente 80 mil pessoas, sendo eles: beneficiários, apoiadores, patrocinadores, visitantes, voluntários, acadêmicos, admiradores e etc.
Em 2010, a CUFA DF esteve presente em grandes acontecimentos do cenário político e cultural de Brasília apoiando e participando de ações contra a corrupção, a favor da paz e dos direitos humanos, da cultura negra e das periferias em evidência. Por meio de festivais e campeonatos revelou talentos e foi também um espaço de construção de redes sociais entre as regiões de Arapoangas, Cidade Estrutural e Itapoã.
Revolucionou o Distrito Federal com o segmento hip hop, pois com o veículo de comunicação Ação Periferia abriu lugar para aquilo que foi importante durante o ano e mereceu divulgação, foi espaço de discussão, inspirou atitudes positivas que possam mudar o quadro social e por fim, um espaço de Interação entre a periferia e o restante da sociedade.
Para o ano de 2011 a CUFA DF pretende continuar a cumprir sua missão para com a sociedade. Mantendo os mesmos projetos e ações que fizeram sucesso em 2010 e trabalhando para que novos projetos aconteçam em 2011, como o mais recente projeto: Jovem de Expressão:
Jovens de Ceilândia serão atendidos pela 1° parceria do UNODC, CAIXA SEGUROS E CUFA-DF
A Central Única das Favelas do Distrito Federal (CUFA-DF), vence edital para o programa do grupo CAIXA SEGUROS e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), para gerir o programa – Jovem de Expressão – em Ceilândia.
O programa é um investimento social que busca promover a saúde de jovens entre 18 e 29 anos, por meio da redução da mortalidade por causas violentas. De cada 100 mil jovens brasileiros entre 15 e 24 anos de idade, 43 morrem vítimas de acidentes, crimes ou suicídio provocado por arma de fogo. Os dados são da pesquisa “Mapa da Violência”, realizada em 65 países pela Organização dos Estados Ibero-americanos.
O projeto será de três anos e para o primeiro ano serão disponibilizadas as oficinas de: basquete de rua, dança e audiovisual. A Central pretende envolver os jovens oficineiros no seu calendário de eventos. “Pensamos as oficinas de acordo com as nossas tecnologias sociais: basquete de rua, audiovisual e a dança. Temos para cada oficina um evento que deverá escoar a produção do conteúdo das aulas e recursos humanos para produção. Os eventos são: Cine Periferia Criativa, Liga Internacional de Basquete de Rua (LIIBRA), BRADAN – campeonato de break – Brasil Break Dance e o programa de rádio Ação Periferia”, diz Max Maciel, coordenador geral da CUFA-DF.
Conheçam melhor o projeto:
O programa Jovem de Expressão foi criado em 2007 pelo Grupo CAIXA SEGUROS, que elegeu o jovem como público prioritário de seus projetos de investimento social privado. “Acreditamos que, se devidamente assistidos e apoiados em seu processo de formação, os jovens têm potencial para contribuir ativamente para o crescimento do Brasil”, explica o presidente da empresa, Thierry Claudon.
O convênio estipula que a seguradora investirá US$ 1.227.180 no Jovem de Expressão até 2012. Já o UNODC fará a gestão do programa, introduzindo temas de prevenção ao uso de drogas e acesso à Justiça, fomentando intercâmbios da metodologia. O objetivo final é transformar o modelo de intervenção adotado em uma política pública.
Durante os dois primeiros anos do projeto (2007 a 2009), o “Jovem de Expressão” atendeu mais de 300 jovens de comunidades vulneráveis do Distrito Federal. O impacto social do programa foi comprovado, em 2009, por uma pesquisa de avaliação científica que verificou os conhecimentos, as atitudes e as práticas dos jovens participantes do projeto em dois momentos: antes de ingressarem nas oficinas e depois de um ano de participação.
O estudo revelou que, após esse período, esses jovens passaram a adotar comportamentos mais seguros, reagindo menos a provocações e adotando uma postura cada vez mais empreendedora – o que os tornou menos vulneráveis à violência.